8 de março – Dia da Mulher

Mulheres estão presentes em nossas vidas, sejam elas nossas mães, irmãs, amigas, companheiras. Mas nesse dia, peço para que reflitam sobre qual o papel que essas figuras representam na sociedade?

Somos nós empresárias, operárias, domésticas, gerentes, médicas, cientistas,engenheiras, zeladoras, jornalistas, donas de casa, atrizes, secretárias, professoras, estudantes, advogadas, psicólogas, arquitetas, atletas, etc. Desempenhamos muitas funções, mas ainda sofremos com preconceitos e desigualdades.

“O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas.

Não queremos privilégios, queremos o que é nosso por direito, respeito e igualdade.

Hoje gostaríamos de parabenizar, em nome da  Blue Jay Rollers, todas as atletas de Roller Derby do Brasil por serem mulheres guerreiras, por lutarem todos os dias por seu lugar no mundo e por não desistirem de seus sonhos!

Por nenhuma mulher a menos, por nenhum direito a menos!

Feliz dia da Mulher, para todas nós!

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Twisted an Mixed III e o que o roller derby nos ensina

Depois de uma semana super corrida e um domingo melancólico, nada como colocar a cabeça no lugar em uma segunda-feira.

A semana passada foi marcada por um acontecimento muito triste que trouxe a tona um tema delicado: estupro. Toda mulher tem medo de andar sozinha na rua, seja voltando da escola, da faculdade, do trabalho ou de uma festa. Não importa a hora, não importa a roupa, não importa a condição, não importa a classe social, não importa a idade. A única coisa relevante nessa história é a violência praticada pelo agressor, ou agressores. Nós temos medo, muito medo.

Não conseguiríamos falar sobre o que foi o Twisted and Mixed Roller Derby Bouts sem antes tocar neste assunto que mexe com todas nós.

O roller derby não é apenas um esporte. É um meio onde encontramos apoio de outras mulheres e também dos homens que se envolvem. É onde encontramos acima de tudo aceitação dos outros e de nós mesmas. Não importa o corpo, a etnia, a raça, a identidade de gênero. Somos todxs iguais e acima de tudo existe o respeito. É por isso que amamos o RD, é por isso que aceitamos sediar este evento. O roller derby não tem lugar para machismo, não tem lugar para preconceito e não tem lugar para violência.

E foi nesse clima, de muito respeito, que aconteceram os treinos, as clínicas e os jogos. Ficamos extremamente felizes com a quantidade de participantes espero que todos tenham gostado e aprendido o quanto nós aprendemos.

Como liga queremos agradecer

a Comissão Organizadora: Mari, Ju, Fer, Fabi e Mai. Foi lindo gente e vocês fizeram acontecer isso <3,

a Suelen pelas artes feitas para o evento,

a Dani Garay – Xuxa Blocker – pelas imagens que teremos em breve,

a Cyn e o Caverna por conseguirem o local para o evento,

as todas gralhas que ajudaram na limpeza e organização do local,

aos companheiros e companheiras das nossas gralhas, e do nosso gralho, que nos ajudaram na organização e também como NSO,

a todas as ligas participantes, caras aprendemos muito com vocês <3, Iron Ladies Roller Derby – Blumenau Meatmachine Little London Derby GirlsWheels of Fire Roller Derby Club Gray City Rebels Ladies of Helltown São Paulo Roller Derby Thunder Rats Derby Squad Shark Attack – Santos Men’s Roller Derby Sugar Loathe Roller Derby

a todxs xs oficiais que estiveram presentes permitindo que tudo acontecesse da melhor forma possível,

a todxs que ministraram as clínicas, foi muito produtivo e com certeza contribuŕam para a evolução do esporte: Kethy, Chu, Rafael, Ren Tai, Dedé e Pupu,

a todxs que foram assistir e nos apoiar<3,

a Prefeitura de Curitiba por nos seder o Portal Do Futuro Bairro Novo para nosso treinos, sem esse apoio não teríamos conseguido manter nossos treinos constantes e dificilmente aceitaríamos organizar este evento,

ao patrocínio da RED HOPE Tattoo,

ao apoio da Prefeitura Municipal de Colombo pelo local concedido,

ao apoio da Sanepar que manteve todo mundo hidratado durante todo o evento,

ao apoio do Pense Derby que sorteou um track maneiro para estudo de estratégias,

a presença da Derby Mundi,

a Jaqueline e a Mari Dutra por terem nos confiado o evento idealizado por elas,

e, mais uma vez, as Sugar Loathe, por aceitarem a sediar o evento no próximo ano. Temos a certeza de que o evento está em ótimas mãos, estamos muito felizes<3!

Pelo Roller Derby, pelas mulheres, por nós, que esse evento continue por muitos e muitos anos com o mesmo espírito!!!

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No dia de hoje…

No dia de hoje pedimos que você que está lendo pense em uma (ou várias) grande Mulher que admira.
Pode ser aquela escritora, ou aquela pintora, aquela jogadora de roller derby ou sua mãe, vó, amiga!
Pense nas grandes mulheres que te rodeiam, te inspiram, sofrem, mas batalham.
Elas lutam quando decidem ter um filho e também quando decidem não ter.
Elas lutam quando querem trabalhar em casa e também quando querem trabalhar fora.
Elas lutam se gostam de se maquiar diariamente ou se simplesmente não gostam.
Elas lutam quando saem sozinhas de casa para pegar o ônibus.
Elas lutam e lutam todos os dias, embora você as vezes não perceba.
Elas lutam para sobreviver.
Elas lutam para viver, do jeito que querem.
Pra quem acha que sabe o que a mulher quer, um conselho: deixe que ela decida.
Mulheres, todas vocês, continuem lutando, vamos juntas!
Colagem gralhas

Um track nas cores do arco-íris: roller derby pra todas nós!

[Estamos retomando aqui alguns textos escritos pelas gralhas! Esse é da RafaHella, escrito para a série de postagens que fizemos para o 8 de março de 2015 🙂  ]

 

As discussões sobre identidade de gênero e orientações sexuais não podem estar distantes do universo do esporte. Numa semana dedicada a dedicada à luta por direitos das mulheres, nada mais justo lembrar que quando falamos da categoria “”mulher””, não falamos de uma uniformidade: somos muitas e somos várias em nossa forma de ser. Hoje abrimos espaço para as mulheres trans, as mulheres lésbicas e bissexuais. Mas afinal, o que elas tem a ver com o roller derby?

Vamos começar olhando em volta.

Ainda que da década de 1990 para cá a pauta dos direitos das populações LGBT tenha ganhado visibilidade, falar de diversidade sexual ainda é tabu. Ao mesmo tempo em que cresce a tal ““inclusão””, cresce também a reação de setores conservadores que buscam não apenas frear o avanço na conquista de diretos da população LGBT como também retirar aqueles direitos conquistados após muita luta. Tem sido particularmente fácil observar esse movimento no Brasil, é só lembrar do veto ao kit escola sem homofobia e nas discussões sobre o infame estatuto da família. Sabemos também que essa disputa não se dá só nas bancadas do legislativo, mas também está alí na esquina e dentro das nossas casas: não é à toa que o Brasil sustenta altos índices de violência transfóbica e homofóbica.

No esporte não seria diferente. Em 2013 a criação da torcida Galo Queer (do clube de futebol Atlético MG) ganhou as páginas dos jornais por uma atitude corajosa: lutar contra a homofobia nos estádios e tirar do armário a população LGBT que torce, pratica e vive o esporte. A iniciativa não foi recebida de braços abertos pela torcida: dois anos depois, os torcedores relatam ser ameaçados e se veem impedidos de assistir os jogos do time do coração. Triste, não?

No roller derby o cenário parece um pouco diferente, mais amigável e seguro à população LGBT. São diversas as ligas que mantém políticas inclusivas que garantem que suas atletas vivenciem o esporte independente da identidade de gênero e da orientação sexual. Um exemplo é a existência do Vagine Regime, uma comunidade queer internacional que reúne atletas e amantes do derby que acreditam que, mais do que tolerar ou incluir, a diversidade deve ser celebrada dentro e fora do esporte. Dá pra captar o espírito do Vagine Regime no documentário In the turn, dirigido por Erica Tremblay (veja o trailer abaixo). O documentário apresenta algumas estrelas do Vagine, mas tem como ponto alto a jornada de Crystal, uma menina transexual de 10 anos que se viu impedida de praticar esportes com as crianças da sua idade, e que encontra no roller derby um lugar de aceitação e liberdade para ser quem ela é.

Fonte: Facebook Vagine Regime

Fonte: Facebook Vagine Regime

 

As questões de gênero parecem ser uma preocupação constante. Recentemente algumas ligas vem realizando alterações em seus nomes, como a antiga Burning River Roller Girls, que passou a se chamar Burning River Roller Derby. A mudança reflete tanto um movimento de reforçar a seriedade do esporte quanto tornar as ligas abertas para a inclusão de pessoas trans e pessoas não binárias – já que nem todo mundo se identificaria como ““girl””.

O esporte pode ser um espaço valioso para o desenvolvimento pessoal, origem de laços de solidariedade e de identificações positivas. E pertencer a espaços que os aceitem por inteiro é especialmente importante para uma parcela de pessoas que vivencia quase que cotidianamente o preconceito, bullying e a violência. Para a alegria de muitas meninas, o roller derby tem sido este lugar de aceitação e superação.

 

Rafahella #28

 

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O Roller Derby e o poder feminino

[Estamos retomando aqui alguns textos escritos pelas gralhas! Esse é da AssaCyn, que já chegou quebrando tudo, escrito para a série de postagens que fizemos para o 8 de março de 2015 🙂  ]

 

Em nosso dia a dia ainda somos rotuladas como o sexo frágil – aquelas que somente podem exercer tarefas delicadas. Dizem, que quando mulheres se encontram, só sai briga e faísca, que nunca dá certo um local infestado de mulher e acabamos ignorando a força interior que temos e o poder que juntas sempre conseguimos.

Em nosso meio, temos mulheres que já sofreram muito na vida, que se isolaram, que passaram por muitos perrengues, mas que ao descobrirem no Roller Derby e, consequentemente, seu poder interior, conseguiram levar os aprendizados de dentro da pista pra a vida!

Dentro do Roller Derby descobrimos que somos capazes de perder nossos medos e de evoluir constantemente. Descobrimos que não somos de vidro, não somos as meninas frágeis que a sociedade tenta impor. Caímos feio, mas logo em seguida levantamos e tentamos novamente. Temos cada uma um tipo físico e isso é ótimo! E ainda por cima conseguimos descobrir o que esse corpo pode fazer! Que essa perna grossa e essa bunda grande vão fazer que eu bloqueie aquela menina de um jeito que minha colega não consegue fazer. Desvendamos cada músculo e sentimos a dor do exercício físico! Mudamos nossas regras, mudamos nosso pensamento e consequentemente mudamos nosso corpo! E tudo para melhor.

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Saber seus limites, saber que você pode ir além do que imagina, ter equilíbrio em tudo o que faz, ter garra pra seguir em frente e correr atrás da tão sonhada vitória!

Quando nos sentimos para baixo, erguemos a cabeça e lembramos que no final de semana encontraremos nossas Derby Sisters que tanto nos apoiam, que nos mostram com carinho onde erramos e estão sempre por perto para nos ajudar a melhorar. O grupo que se forma, que está sempre junto, unido, é tido pelas atletas como uma família.

O Roller Derby traz à tona a força feminina. Nos devolve o sentimento de irmandade e carinho que um dia acabamos esquecendo que temos pelas nossas colegas.

Temos em mente que nem sempre iremos vencer um campeonato, mas buscamos estar sempre próximas disso.

E, de certo modo, acabamos vencendo. Vencemos nossos próprios empecilhos.

E é assim que as meninas do Roller Derby evoluem, buscando sempre o seu melhor, ajudando umas as outras, tendo respeito e disciplina!

 

Assacyn #32

 

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The Twin City Derby Girls 2012 Travel Team. Photo by Alex Wild.

 

O corpo feminino no Roller Derby

[Estamos retomando aqui alguns textos escritos pelas gralhas! Esse é da Jaypira, escrito para a série de postagens que fizemos para o 8 de março de 2015 🙂  ]

 

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, dia 08 de março, a CWB Force publicará diariamente textos e/ou imagens com referência as derby girls!

Nosso primeiro post fala de um dos principais motivos pelo qual o roller derby cresceu e ainda cresce de forma surpreendente conquistando tantas adeptas: o corpo feminino aceito no esporte.

Você já deve ter ouvido falar que no roller derby não há preconceito e que todos os tipos físicos tem seu lugar, mas por quê?

 

Seja alta, magrinha, gordinha ou baixa você pode começar a treinar. Sabendo ou não patinar, isso não é motivo para não começar. Nunca praticou exercício? Também não é um empecilho. Existem níveis de cada jogadora classificados em iniciante, intermediário e avançado. A iniciante começará primeiramente a se habituar com os patins e seu peso e com o seu corpo e seu ponto de equilíbrio. E, depois de algumas habilidades conquistadas, começa a mudar de nível até estar apta a participar de um treino de contato e, posteriormente, um jogo.

 

Tá mas e os tipos físicos?
Bem, convencionalmente, pode-se dizer que meninas baixas e magras são mais ágeis e dariam boas jammers furando qualquer wall. Mas também tem a alta e magra que pode dar umas poucas e boas passadas e também ser uma ótima pontuadora. Enquanto isso meninas mais fortes e gordinhas podem ser as bloqueadoras mais temidas. Mas atenção: NADA DISSO É UMA REGRA. Em um dado momento do jogo, talvez uma jammer mais gordinha seja importante para conseguir passar por um bloqueio adversário muito forte, da mesma forma que uma bloqueadora magra e ágil possa frear a jammer adversária. O importante é dizer que NINGUÉM chega em uma liga com seu local no track pré-definido. Tudo dependerá do seu desempenho e suas habilidades, não as mínimas que todas devem ter, mas das suas habilidades enquanto sujeito e como as desenvolveu. Também é legal dizer que existem bloqueadoras que não gostam de ser jammer, e vice-versa, se adaptaram bem a uma função apenas, mas também existem jogadoras que jogam nas duas posições tranquilamente e são “aproveitadas” em um jogo dependendo da necessidade do time em uma função ou outra.

Pensando nisso, o fotógrafo Cory Layman está desenvolvendo um projeto com uma série de fotos intitulada Body by Derby, na foto abaixo estão as meninas da liga Southern Illinois Roller Girls. Confira o trabalho dele nos links e perceba que você também tem um lugar no roller derby!

https://www.facebook.com/TheRollergirlProject

https://www.flickr.com/photos/claymanphotography/

 

Jaypira #83

 

By Cory Layman

By Cory Layman