Bye 2015

2015 foi um ano muito especial para as Blue Jays!
Crescemos muito, aprendemos mais ainda e vamos para 2016 com muita vontade de patinar por Curitiba inteira!
Nada disso seria possível se não fosse pelo apoio da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba, que muito gentilmente cederam a quadra do Portal do Futuro Bairro Novo e da equipe de lá que nos recebeu super bem!

Valeu, gente!
2016 é noizzzzzzzzz!

Segue última reportagem do ano, entre muitas que tivemos 🙂
Clica aqui pra ver!

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Twisted and Mixed III – o que nos espera em 2016.

Falamos estes dias em planos para o próximo ano e temos uma grande meta para alcançar, que é a organização do Twisted and Mixed III, desafio aceito em maio/15.

A Liga Meat Machine, idealizou o evento em 2013 e começou a trabalhar para a realização de sua primeira edição que aconteceu em maio de 2014, em Londrina/PR sediado pela liga Little London, através de uma parceria entre as duas ligas.

Esta primeira edição contou com cerca de 60 participantes das seguintes ligas: Blue Jay, Iron Ladies, Ladies of Helltown, Little London, Meat Machine, Midwest Butchers, Queen Bee, Soulless Witches, Sugar Loathe, Thunder Rats, Wing City Angels. Entre jogadorxs, arbitrxs e treinadorxs o clima foi de muito aprendizado.

O evento tem a característica de olhar para as ligas menores e tentar resolver seus problemas tratando de temas relevantes e oferecendo a oportunidade de jogarem de acordo com suas habilidades.

Nessa edição de 2014 rolou roda de conversa sobre estrutura de ligas em comitês – auxiliando a organização das mesmas, um pouco sobre regras, clínica de patinação, alguns drills para roller derby e jams comentados.

Em 2015 a segunda edição do evento aconteceu em Campo Grande/MS, sediado pela própria liga idealizadora, a Meat Machine. Esta edição surpreendeu a todos, pois embora tenha tido um número menor de participantes, cerca de 30, o aprendizado foi inversamente proporcional. Participaram as ligas: Blue Jay, Gray City Rebels, Iron Ladies, Little London, Meat Machine, Queen Bee, Sugar Loathe, Thunder Rats, Wheels of Fire.

Era nítida a evolução de cada participante que esteve nos dois eventos e também a evolução nos 3 dias de evento.

Neste evento o foco foi grande em regras – com duas clínicas, estratégias e situações de jogo, drills e muitos jogos. Houveram jogos sem contato em todos os dias e no último dia teve também um jogo com contato só para que estava habilitado.

Além da programação oficial do evento, nas duas edições do Twisted and Mixed, a discussão de regras e situações de jogo foram levadas para fora da pista, seja no almoço, no lanche do after, na hospedagem. O clima é sempre o de compartilhar conhecimento e experiência.

A Blue Jay Rollers espera atingir o mesmo nível de organização que a Meat Machine obteve nestes dois eventos e garantir muito aprendizado a todxs no Twisted and Mixed III!

A data provável – ainda a confirmar, quando o local estiver acertado – será no feriado de corpus christi, entre 26 e 29 de maio de 2016.

Logo teremos mais novidades e a versão III da logo do evento, fiquem ligados e curtam a página do T&M!

Clique na foto abaixo e confira o álbum completo do T&M!

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Sobre como eu ganhei asas.

Então 2015 começou como um belo ano para o Roller Derby Curitibano: a junção da antiga liga que eu participava e da liga que eu viria a me apaixonar.

Enquanto conhecia cada vez mais sobre o esporte, que já havia me apaixonado meses antes, conhecia também as mulheres mais badass que um dia pude conhecer na minha vida! Treinando, passando cada vez mais tempo juntas, acabei me tornando uma Gralha. No começo somente uma Gralha honorária, mas devido a problemas administrativos as duas ligas se separaram e tive que escolher um lado. Treino ou não? Resolvi treinar e aí sim me tornei uma Gralha Oficial!

E todo o estresse que passei com a cisão das duas ligas, o sentimento de tristeza e a visão de que talvez o derby não fosse mais lugar pra mim trocou de lugar com o acolhimento, o carinho, o sentimento de amor e de “quentinho” que recebi dessas mulheres! Mulheres que a cada dia mais ia admirando. Pela garra, pela paixão ao esporte e por conciliarem suas vidas pessoais com o Roller Derby. Elas chegavam estressadas mas ali todas juntas se apoiavam! E se apoiam! Ali é nosso lugar.

Conheci pessoalmente as Gray City Rebels graças às gralhas. E que Páçaras essas Rebels!!!!!!! Mulheres FODAS! E o Roller Derby me dando mais presentes em tão pouco tempo… Uns meses se passaram e conheci “os Cris” da Thunder Rats Derby Squad, e que casal rollerdérbyco é esse !?!?!?  … Quanto aprendizado em tão pouco tempo!

Continuamos nossos estudos aqui no tempo instável de Curitiba. Todas juntas se apoiando sempre que possível. Algumas meninas se afastaram por motivos pessoais, outras se machucaram, uma delas veio com a incrível notícia que teríamos mais uma derby girl a caminho! A Derby Family tá crescendo!

Entre desmotivações e reanimações nos bastidores, resolvemos ir em algumas gralhas como voluntárias para o Latino Americano de Roller Derby.

Foi meu primeiro evento! Quanta emoção!!! Dias antes eu já estava morrendo de nervoso… tudo pronto, lindo, malas prontas, grana separada… E já começou divertido, as gralhas perderam a hora de alçar vôo! Hahahaha! Mas conseguimos chegar a tempo de ver o tão sonhado jogo das (agora minhas amadas) Gray City Rebels. Chegamos lá e aquele wall já tava formado na nossa frente! COISA LINDA! Pude entender muito melhor o desenvolvimento do jogo, pude conhecer gente nova, rever os amigos que fiz e ser muito feliz ao lado das minhas parceiras de liga!

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E foram 3 dias pensando somente em Roller Derby. Vivendo, suando e respirando Roller Derby. Voltei tão mais feliz e empolgada! E claro, pronta pra estar lá no 4º Brasileirão de Roller Derby, no Guarujá, CLARO! Inscrição feita, viagem preparada, liga inteira animada e:

AssaCyn fratura em um treino.

Lá se foi o tão sonhado brasileirão. Aquela tristeza do início do ano voltou. A sensação de que o Derby não é lugar pra mim também. Mas sabe, essas Gralhas se tornaram minha segunda família, tenho um amor absurdo que foi sendo conquistado aos poucos por essas mulheres. Então não tem o porque me sentir triste. Tenho é que ser forte como elas são! Como elas sempre foram nesses 4 anos de liga!

Algumas dessas mulheres fortes que tive o prazer de conhecer vão seguir a vida delas e também se afastar e eu sentirei uma falta enorme delas, tão grande que já me dói o coração antes mesmo delas saírem. Eu já to sentindo falta de vocês: Ghey, Jess e Dani. Obrigada por tudo, desculpem algumas brincadeiras grosseiras e estúpidas, desculpem os mimimis e todos esses textões de agradecimento que eu sempre fiz, mas vocês foram meus melhores presentes em 2015. Agradeço a quem quer que cuide do plano astral por colocar vocês no meu caminho.

Sentirei a falta de vcs nos treinos e vibrarei intensamente quando resolverem nos visitar. Vibrarei a cada vitória de vocês tbm, como já faço. Saibam que podem contar comigo sempre.

Amo vocês. Vocês são minha inspiração.

AssaCyn #32

Que comecem os fogos.

O ano está quase acabando (ufa!…) e a Blue Jay Rollers teve um 2015 muito agitado. Tivemos uma renovação grande entre nossas jogadoras e também na administração da liga. Tivemos recuperações de lesões e novas lesões. Tivemos visitas muito legais e estivemos presentes em 3 eventos de Roller Derby, representadas por diferentes jogadoras. Agora é a hora do balanço, de ver se atingimos nossas metas e faremos uma série de relatos das experiências que passamos, contadas pelas próprias jogadoras.

A primeira meta que tínhamos no início do ano, entre as 10 jogadoras que iniciaram conosco, era a de não deixar a liga morrer. Ela chegou a ter sua morte decretada em 2014 e durou um diazinho apenas. Ok, meta atingida!!!

A segunda meta que tínhamos era a de levar um time ao Brasileirão. Por motivos de lesões, problemas de saúde e uma baby derby à vista, tivemos que aceitar que não conseguiríamos, pois muitas jogadoras tiveram que se afastar. Meta não atingida. No entanto, no meio do caminho, recebemos novas jogadoras, todas muito dispostas, não só em evoluir e fazer acontecer este time, como em manter a liga funcionando. Então, meta em andamento!!

Falamos destas duas metas principais, agora sobre 2016… bem acho que estas novas metas virão em breve, com o fechamento oficial do ano, mas eu que aqui escrevo já fiz o meu balanço, pois por muito tempo estive a frente de tudo mas, por motivos de saúde, precisei deixar de ser jogadora, então o que está por vir deixo com os próximos relatos. Sou agora uma colaboradora da liga ou, como já me chamaram, “gralha senior” 🙂 . Como vocês devem ter percebido é difícil deixar de falar no coletivo, em nome da liga, como foram os 3 primeiros parágrafos do texto. É difícil me desligar, mas é difícil continuar me dedicando. É difícil deixar de fazer parte de algo pelo qual você lutou muito, mas começa a ficar mais fácil quando você olha pra frente e vê que não tinha só uma pessoa a quem você confiaria a presidência da liga, mas DUAS. E que não somente estas duas aceitaram a responsabilidade como várias jogadoras estão contribuindo para que a liga se mantenha firme e aprendendo. Sempre aprendendo. Sempre evoluindo.

Fiz muitos amigos no roller derby e quero que vocês saibam que continuaremos a nos encontrar por aí. Entre tantas pessoas que me ensinaram, em todos os eventos que participei e todas as visitas que recebemos, eu quero muito agradecer a vocês que nem se lembram de mim, mas fizeram comigo aquele exercício X num bootcamp e me ensinaram <3, saibam que eu nunca vou me esquecer.

As ligas “pioneiras” do Brasil sempre me inspiraram e ensinaram sem nem saber. Saibam: vocês sempre estão sendo observadas 🙂 .

Gostaria de declarar aqui meu amor a toda família Twisted & Mixed, a força e a garra das ligas menores e a paixão das pessoas que se envolveram com este evento. Nesta família incluo todas as pessoas que participaram, principalmente quem esteve nos dois eventos, vocês estiveram em dois momentos muito importantes da minha vida e só vocês que vivenciaram isso comigo acredito que saibam da importância que este evento tem pra mim. Enquanto na edição de 2014 eu me dediquei ao máximo e tive uma lesão complicada me deixando 9 meses fora, voltei em 2015 recuperada e com a companhia de minha filha, que foi uma surpresa a todos. Aprendi muito, pois a atenção dada a cada participante no T&M é mais pessoal e íntima que em eventos maiores, além de que o evento é moldado de acordo com a necessidade dos participantes. Eu não vou citar nomes, mas vocês sabem que isso é pra vocês <3.

REFs e NSOs, um recadinho, tenho uma paixão louca por vocês ❤ e quem sabe um dia eu vista um uniforme listrado ou rosa… quem sabe.

Chega de corações né. Não é uma despedida, nos vemos.

Jaypira #83